Ano C – Dia: 08/11/2013 - Cor: Verde

Sexta-Feira da 31a. Semana do Tempo Comum

Primeira Leitura

Fui feito ministro de Jesus Cristo entre os pagãos para que os pagãos se tornem uma oferenda bem aceite

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos  15,14-21

14 Meus irmãos, de minha parte, estou convencido, a vosso respeito, de que tendes bastante bondade e ciência, de tal maneira que podeis admoestar-vos uns aos outros. 15 No entanto, em algumas passagens, eu vos escrevo com certa ousadia, como para reavivar a vossa memória, em razão da graça que Deus me deu. 16 Por esta graça eu fui feito ministro de Jesus Cristo entre os pagãos e consagrado servidor do Evangelho de Deus, para que os pagãos se tornem uma oferenda bem aceite santificada no Espírito Santo. 17 Tenho, pois, esta glória em Jesus Cristo no que se refere ao serviço de Deus: 18 Não ouso falar senão daquilo que Cristo realizou por meu intermédio, para trazer os pagãos à obediência da fé, pela palavra e pela ação, 19 por sinais e prodígios, no poder do Espírito de Deus. Assim, eu preguei o Evangelho de Cristo desde Jerusalém e arredores até a Ilíria, 20 tendo o cuidado de pregar somente onde Cristo ainda não fora anunciado, para não acontecer de eu construir sobre alicerce alheio. 21 Agindo desta maneira, eu estou de acordo com o que está escrito: "Aqueles aos quais ele nunca fora anunciado, verão; aqueles que não tinham ouvido falar dele, compreenderão".  Palavra do Senhor! - Graças à Deus!

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Comentário

O sacerdócio na visão de Paulo

Paulo fala de seu ministério em termos de sacerdócio. Não um sacerdócio que se realiza sobre o altar, e sim através da evangelização, que reúne os homens na fé e na solidariedade com o mistério da morte e ressurreição de Cristo. A metodologia apostólica é válida, se apoia numa clara consciência, constantemente renovada, de ser o apóstolo enviado a levar uma mensagem que não é sua. Cumpre guardar certa distância de si próprio, uma vez que "a honra de levar o evangelho" comporta "falar unicamente daquilo que Cristo operou por nosso intermédio". Não é algo que se possa encontrar nos livros. O evangelho que temos a graça de anunciar não é um curso de arrebatamento por correspondência. Cristo existe ou não existe. Se não há certa familiaridade com ele, a palavra soa no vácuo. Podemos não ter desejo de ouvir falar de Deus, mas Deus é sempre necessário.

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Salmo Responsorial   -   Sl 97(98),1.2-3ab.3cd-4      (R. cf. 2b)

R. O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. (R)

2 O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; 3a recordou o seu amor sempre fiel 3b pela casa de Israel. (R)

3c Os confins do universo contemplaram 3d a salvação do nosso Deus. 4 Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai! (R)

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Comentário

A vitória de Deus é justa

Hino à realeza de Deus, celebrando sua vitória

Este salmo nos mostra que a vitória de Deus se revela no seu projeto, feito para todas as nações. Trata-se de uma vitória justa, porque salva os pobres e oprimidos. O louvor é uma forma de revelar a realeza de Deus para o mundo inteiro. Essa revelação é fonte de alegria e esperança, porque em cada intervenção histórica Deus funda a justiça e o direito, implantando o seu Reino.

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Aclamação ao Evangelho                 1Jo 2,5

R. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

V. O amor de Deus se realiza em todo aquele, que guarda sua palavra fielmente.    (R)

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Evangelho

Os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas      16,1-8

Naquele tempo, 1 Jesus disse aos discípulos: "Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2 Ele o chamou e lhe disse: 'Que é isto que ouço dizer a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens'. 3 O administrador então começou a refletir: 'O Senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4 Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração'. 5 Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: 'Quanto deves ao meu patrão?' 6 Ele respondeu: 'Cem barris de óleo!" O administrador disse: 'Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!' 7 Depois ele perguntou a outro: 'E tu, quanto deves?' Ele respondeu: 'Cem medidas de trigo'. O administrador disse: 'Pega tua conta e escreve oitenta'. 8 E o Senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz".   Palavra da Salvação! - Glória a Vós, Senhor!

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Comentário

Administrador corrupto

Jesus elogia o administrador, que soube tomar atitude prudente. O Reino de Deus já chegou: é preciso tomar uma atitude antes que seja tarde demais; converter-se e viver conforme a mensagem de Jesus. Um autêntico caso de corrupção ofereceu a Jesus a chance de ensinar aos discípulos, mediante uma parábola, a importância de ser esperto em relação ao Reino de Deus. Naquele tempo, os gerentes de propriedades alheias agiam com muita liberdade, sem um controle imediato. O patrão confiava na responsabilidade do empregado. Este era recompensado pelo que produzia: quanto mais os bens se multiplicavam, tanto maior era o seu salário. O Evangelho fala de um administrador que, agindo com irresponsabilidade e imprudência, estava desperdiçando os bens que lhe tinham sido confiados. Quando o patrão começa a cobrá-lo por isso, esse administrador arquiteta um plano para garantir seu futuro e sua segurança. Com uma ação fraudulenta, busca granjear a benevolência dos devedores, prejudicando o patrão. Uma vez despedido, teria quem se sentisse na obrigação de recebê-lo, como sinal de gratidão. Comparando com o Reino, os discípulos são instruídos a serem tão hábeis e espertos como o administrador desonesto. Este, no trato com as coisas humanas, obstinou-se em buscar caminhos para alcançar os seus objetivos. Do mesmo modo, o discípulo do Reino, com relação às realidades celestes, deve ter claro o fim a ser atingido e a maneira mais conveniente de fazê-lo. Neste caso, basta ser obstinado na prática da misericórdia. Causa estranheza que a parábola reúna um homem rico e um administrador corrupto, ambos envolvidos com a ambição das riquezas. Pode-se entender que a esperteza do administrador estava em manipular o dinheiro injusto acumulado pelo homem rico, favorecendo aqueles que se tornariam seus amigos. Lucas tem consciência de que toda riqueza acumulada é injusta. Assim sendo o restabelecimento da justiça se faz pela partilha destas riquezas. Uma sociedade submissa e regida pelo mercado que visa o lucro e a acumulação de riquezas é a contradição do Reino de Deus, que é fraternidade e partilha, favorecendo a vida plena para todos.

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Oração

Pai, torna-me esperto em relação às coisas do Reino, e sempre misericordioso no trato com o meu semelhante, pois é assim que alcançarei a comunhão contigo.

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